domingo, 21 de fevereiro de 2010
Da preguiça
Da preguiça mais preguiça se cria. Do fazer depois mais dias, que se nulos fossem trariam menos impactos, se acumulam. As rugas do fazer nada e a dor do trabalho que não há gritam enloquecidos quando se olha para traz ou simplesmente para um espelho que ao distorcer reflete a mais real das verdades: dias jogados no lixo. Amarrada a uma preguiça um tanto quanto física tendo-se como ponto de vista a iniciativa mental do algo fazer, tentá-lo é inútil quando o corpo é inerte. Se o que está por fora morre o que estava dentro o segue e morre ou adormece. Quando o que está por fora só quer dormir o que estava dentro voa e voa procurando uma saída e é na hora do repousar da ausência de trabalho que o que estava dentro resolve sair. Um corpo zombi o obedece. O que estava dentro agora o está pelo meio. Essas duas partes de um todo não se entendem e se separam. Uma face a outra se encaram. Vejo este embrulho de palavras flácidas e nada compreendo. Vejo essa pessoa inútil me ler e me pergunto o que ela ainda faz por aqui.
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