domingo, 26 de dezembro de 2010

Tenho medo de sonhos que se realizam por recear a perda da capacidade de sonhar. Mas ao mesmo tempo receio também me perder nesse mundo fantástico.

domingo, 19 de dezembro de 2010

Antes de mais nada gostaria de (me) lembrar que não tenho erros de português. Na realidade utilizo um dialeto pessoal, variante desta lapidada língua: o liviês.

Resultado de uma reflexão

Não sei o nome disso
mas é uma felicidade meio triste
é o tudo dar certo pelo meio
é uma espera eterna
é como quando se corre em uma esteira
há o cansaço mas nunca se sai do lugar
só se vê o resultado
que neste caso não há
(ou ainda é pouco aparente)
Refletindo sobre essa espera eterna
penso que talvez quem esteja sendo preparado
seja eu
com uma mudança de personalidade
ou simplesmente
a não vergonha de se ser
pois se minha cobertura era insossa
era porque o meu tempero estava por dentro
mas com o tempo que já estou no forno
esse tempero me escapa
sinto que agrado mais
(ou com o toque de pessimismo habitual:
desagrado menos)

quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

Não descobri ainda se o nome é conformidade ou se foi a falta de paciência. O que é certo é que as mãos dadas não desencadearam efeitos outrora tão habituais.

terça-feira, 14 de dezembro de 2010

Aprendendo a amar no plural ou a matemática do amor

amar muitos não é sinônimo de amar mais
é sinônimo de amar menos
mais pessoas
é quando a conta de multiplicar
produz um número menor
porque sofrer por mais pessoas
é sofrer menos
por mais pessoas
hoje aprendo a dividir meu amor
pois não quero me diminuir
novamente
para caber na mão de ninguém
eu quero multiplicar
mesmo que o resultado dê zero
porque se de todos os meus amores
nenhum der certo
eu não precisarei terminar
para conseguir começar de novo

domingo, 12 de dezembro de 2010

Potencial em interessar-se

Deveria aproveitar mais meu potencial em me interessar pelas pessoas levando em consideração, claro, que dado potencial só é existente se o interesse por um determinado alguém ainda não tiver atingido a casa dos 100%.

Dos teus, agora ausentes, cachos aprendo a doutrinar minha impaciência ao preço módico de olhar para o lado. Atitude ainda difícil mas foi com sorte, que olhando pra frente, encontrei novos cachos. Diria ainda que me perco igualmente nos dois. O desafio agora é me perder em três cabeleiras distintas pois quanto mais me perco menos me sinto confusa.

quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

A quebra de um romantismo em potencial

Em meus delírios
me perco em teus antigos cachos
mas são apenas delírios
pois antes de me perder
tenho bom senso

segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

Vivendo em espirais

Andando em espirais embaralhadas
desço quando subo
mesmo tentando mudar de caminho
noto:
estou andando em espirais
Vejo o eu antigo
que com o atual compete
noto:
andar em espirais
é visitar velhos problemas
com a possibilidade de mudar o tipo de (re)ação
mesmo que esses velhos problemas
ainda sejam atuais
Viver nessas espirais
é como perceber o espaço-tempo
noto:
não importa o quanto eu tente
eu serei sempre eu
num espaço talvez certo
mas num tempo sempre errado

sábado, 4 de dezembro de 2010

Enquanto a certeza não reina
há esperança