Tenho medo de não mais saber o que é o calor
de não me reacostumar a rotina de fundão
ou da falta que sentirei em estudar perto e com bons materiais a disposição
Tenho medo de não me reacostumar a não mais controlar meus gastos
mesmo que eu ainda não tenha um salário
Tenho medo de perder a liberdade de ter algo que chamo de lar
mesmo que este seja só um quarto
ou de não poder mais ir para onde quero sem ter que dizer com quem ou a que horas volto
mesmo que eu não ande fazendo nada de mais
Tenho medo de me sentir muito velha e descobri que já não conheço mais quase ninguém na faculdade
pois muita gente já se formou
ou pior ainda:
que as pessoas me rejeitem porque eu vim estudar na Europa
mas não virei Michelângelo
e talvez, na verdade, agora eu pinte pior que antes...
Tenho medo de ficar para trás pois se eu divido tudo que tenho
vejo que os outros me escondem as coisas
e fazem cada vez mais
Tenho medo de voltar para o passado
assim como tenho medo de um futuro totalmente diferente
Tenho medo ainda pois sinto que amadurecerei de novo na volta
mas talvez eu não me sinta pronta ainda...
sei que dói
sábado, 22 de maio de 2010
quinta-feira, 20 de maio de 2010
Eliza
A sensação que tive hoje em relação à nossa amizade, depois de ler seu mail, foi de um filme visto em slow motion ou muito rápido, como nas vezes em que você se perde e resolve procurar um pedaço específico. Nesses meses que se passaram diria que nossa amizade permaneceu no módulo virtual com a diferença de que em alguns momentos me senti mais perto de você do que quando a distância eram algumas quadras. (claro que em outros momentos me senti impotente. Sensação que tenho também quando lembro que perderei seu casamento). Sei que sempre que procurarmos nossa amizade estará lá. Não sei porque mas minha amizade por você é diferente, um sentimento de igual pra igual, acho que amor de irmão mesmo. Perto de você não me sinto nem menos nem mais. Me sinto bem. Esse tempo em que estivemos "ausentes" não anula os últimos acontecimentos de nossas vidas, claro. O que quer dizer que temos muito a contar uma para a outra. Nossa amizade anda sempre em paralelo com nosso crescimento, mesmo que os reais pontos de tangência tenham sido cada vez mais espaçados. Não há nada de estranho que tenhamos amadurecido nesse período, muito pelo contrário, isso é viver. E acho que mais uma vez tivemos um amadurecimento simultâneo. Somos agora duas jovens adultas. Talvez já com linhas que se transformarão em rugas (ou pelo menos eu hehehe).
Estou feliz por nós.
Estou feliz por nós.
terça-feira, 18 de maio de 2010
Caras amizades
Estou realmente desapontada com as ditas amizades
Meu colorido mundo à parte transforma-se rapidamente em um muro cinza
as vezes com manchas de sangue
dependendo da intensidade da decepção...
Gostaria de tudo dividir com àqueles por quem tenho afeto
mas tenho me sentido tão estúpida ao fazê-lo
que a vontade de não mais me sentir desta maneira
supera a alegria que tenho em tudo dividir
Não que eu espere retorno
não é isso que digo
O meu problema é que penso:
se você tem um amigo
você tenta ajudá-lo...
se não, eu me pergunto:
de que são feitas as amizades?
Meu colorido mundo à parte transforma-se rapidamente em um muro cinza
as vezes com manchas de sangue
dependendo da intensidade da decepção...
Gostaria de tudo dividir com àqueles por quem tenho afeto
mas tenho me sentido tão estúpida ao fazê-lo
que a vontade de não mais me sentir desta maneira
supera a alegria que tenho em tudo dividir
Não que eu espere retorno
não é isso que digo
O meu problema é que penso:
se você tem um amigo
você tenta ajudá-lo...
se não, eu me pergunto:
de que são feitas as amizades?
domingo, 16 de maio de 2010
segunda-feira, 10 de maio de 2010
Fantasmas do tempo
Tenho medo dos fantasmas do tempo
de procurar pelo que já morreu
de deixar morrer o que acabou de nascer
de encontrar os zumbis que gostaria que descansassem em paz...
Tenho medo de não me reacostumar nem com o tempo
pois acabo de me acostumar a viver aqui na verdade
tenho uma nova visão de realidade
se acostumar ou se reacostumar dói
mas ainda creio que se acostumar ao novo é menos difícil
se reacostumar com os velhos problemas
é já saber de cor o que te atormenta
são como as velhas novidades de jornal...
de procurar pelo que já morreu
de deixar morrer o que acabou de nascer
de encontrar os zumbis que gostaria que descansassem em paz...
Tenho medo de não me reacostumar nem com o tempo
pois acabo de me acostumar a viver aqui na verdade
tenho uma nova visão de realidade
se acostumar ou se reacostumar dói
mas ainda creio que se acostumar ao novo é menos difícil
se reacostumar com os velhos problemas
é já saber de cor o que te atormenta
são como as velhas novidades de jornal...
quarta-feira, 5 de maio de 2010
A mudança
Mudo as ideias de sempre e, por acaso, sempre obtenho um sujeito melhor (pra mim)
a crescente não é acompanhada pela técnica pois se agora tenho boas ideias, tenho quadros piores do que aqueles que iniciam
O que me surpreende nesta descoberta toda é que ao lado dessa salada de arte tem meu gosto
ele mudou também
ele se despiu ou se vestiu, não sei ainda
porque mesmo pintando quadros declaradamente ruins
eu gosto deles
a crescente não é acompanhada pela técnica pois se agora tenho boas ideias, tenho quadros piores do que aqueles que iniciam
O que me surpreende nesta descoberta toda é que ao lado dessa salada de arte tem meu gosto
ele mudou também
ele se despiu ou se vestiu, não sei ainda
porque mesmo pintando quadros declaradamente ruins
eu gosto deles
domingo, 2 de maio de 2010
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