terça-feira, 14 de setembro de 2010
Pensando alto
Nos recentes dias que passaram com pressa tive uma grande vontade de jogar tudo para o alto - como se eu já fosse um alguém. Tive vários por quês brincando de cambalhota em minha mente. Queria me esconder de tudo e ao mesmo tempo tudo e todos encontrar. Queria rir de uns, rir com outros e chorar a sós - engraçada uma ação solitária sendo definida por uma palavra no plural... . Andei pensando na utilidade de ter um diploma. Qual a explicação de tal necessidade? Não seria a vida indígena muito mais interessante que a nossa? Gostaria de entender o por quê das hierarquias pois não foram raras as vezes em que achei de imbecilidade estupenda frases formadas por autoridades, no sentido geral da palavra. Hoje eu quis renegar minha arte para poder aceitá-la. Decidi também que quero trabalhar para mim e ser minha própria colecionadora, embora eu ainda me sinta razoavelmente seduzida pelo cruel mercado da arte. Ou poderia dizer também: sua própria guilhotina. Acho que é essa brincadeira com o perigo que me atrai. Esse viver no limite. O limite se dá por esse contato que de uma hora para outra pode acabar com o que vende. Não quero ser uma mera máquina. Mas a cada dia a certeza é crescente de que são essas máquinas que vendem.
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