terça-feira, 14 de setembro de 2010
Escolhas ou o simples seguimento do curso da vida
Hoje, repensando minhas escolhas, tive a ligeira impressão de ter feito algumas turvas. Turvas em relação ao meu sentimento de artista por assim dizer. Reafirmei mais uma vez para mim que sou apaixonada pela gravura e aceitei de uma vez por todas o fato de ter sido amor a primeira vista (a primeira impressão é a que fica - tosco mas verdadeiro). Nesse meio tempo digamos que tive um relacionamento sério com a pintura mas tive sempre a gravura de amante - preenchendo meus tempos vagos. Como todos os relacionamentos entram em crise digamos que estou tendo uma crise séria com a pintura. Enquanto me forço a pintar em um ambiente pouco atraente e que não me dá vontade nem de levantar da cama, me sinto cada vez mais motivada para gravar. Hoje em dia predomina em mim uma angustia em relação a pintura pois se pintar não quero, quero menos ainda pintar o que me mandam. Sinto a perda do tempo passado e presente. A perda da possibilidade de me aperfeiçoar na gravura e da produção de lixo visual que estão se tornando minhas pinturas. Eu pensava que na graduação deveríamos ser direcionados para o que queremos fazer, ou no caso pintar, no futuro quando a direção será dada por nós. Mas agora vejo que foi só mais um de tantos enganos ao longo de minha graduação. Os únicos motivos pelos quais ainda não me deixei afundar foram as dúvidas em relação ao meu progresso: Teria sido ele como foi, ou não? Teria eu chegado a maturidade crítica, do ponto de vista artístico, atual, ou não?
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